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Abdominoplastia

  • drvhsa
  • 21 de jan.
  • 3 min de leitura

A cirurgia plástica do abdome é conhecida como abdominoplastia ou dermolipectomia abdominal. Pode ser associada à lipoapsiração na maioria dos casos.


Usualmente dividimos as abdominoplastias em clássica e mini-abdominoplastia, levando em consideração o tamanho da cicatriz resultante do procedimento, presença de cicatriz ao redor do umbigo e a quantidade de pele e gordura retirados.


A abdominoplastia clássica envolve uma ressecção ampla de pele e gordura (dermolipectomia) da região infra-umbilical, geralmente em formato de fuso. Além disso, realiza-se um reposicionamento da cicatriz umbilical e a plicatura (aproximação - correção da diástase) dos músculos reto abdominais. A plicatura tem como intenção reduzir o abaulamento (flacidez) da parede abdominal, através da correção do afastamento (diástase) dos referidos músculos.


figura 01

Figura 1 - Diástase


As pacientes que possuem um excesso de pele e gordura infra-umbilicais (abdome em avental), podem ter indicação dessa cirurgia. Esse excesso geralmente se apresenta após grandes perdas ponderais, após a gestação, envelhecimento ou oscilações significativas de peso. 


figura 02

Figura 2- Incisões em fuso - Abdominoplastia


A cirurgia de mini-abdominoplastia difere da abdominoplastia clássica principalmente em dois aspectos: indicação (necessidade de retirada de uma área tecido menor) e abordagem da cicatriz umbilical sem obrigatoriedade de incisar a pele (é realizado um reposicionamento dessa cicatriz). Como consequência, a cicatriz resultante do procedimento pode ser menor que na abdominoplastia clássica. 


Os principais objetivos do procedimento são: remover o excedente dermogorduroso (pele e gordura) e tratar a flacidez da parede abdominal com a plicatura dos músculos reto-abdominais (correção diástase). Também pode ser associada à lipoaspiração em casos específicos.


Pode ser necessário o uso de dreno. O paciente recebe alta hospitalar com uma malha elástica e deve sempre seguir as orientações pós-operatórias fornecidas pelo seu cirurgião.


A avaliação pré-operatória com exame físico, exames laboratoriais e avaliações de outras especialidades médicas quando necessário (Cardiologista, por exemplo) são primordiais na realização de um procedimento seguro.


A conscientização do paciente sobre as assimetrias corporais, também é imprescindível.

Veja também as orientações pós-operatórias.

Todos os riscos e benefícios devem ser discutidos com seu médico antes da decisão pela realização da cirurgia.


Vale a pena ressaltar que o paciente deve estar o mais próximo possível do peso ideal antes da cirurgia (Índice de Massa Corpórea – IMC – até 25), na busca por melhores resultados e menores índices de complicações. Há uma contra-indicação relativa em pacientes com IMC acima de 30. O IMC é calculado dividindo-se o peso pela altura ao quadrado. (IMC = peso / altura2).

 

figura 03

As principais complicações relacionadas ao procedimento são:

  • Cicatrizes desfavoráveis,


  • Sangramento (hematoma),


  • Infecção,


  • Acúmulo de líquido (seroma),


  • Riscos anestésicos,

  • Necrose da pele,


  • Dormência ou demais alterações de sensibilidade da pele,


  • Despigmentação da pele e/ou inchaço prolongado,


  • Assimetria,


  • Deiscência (reabertura de uma ferida previamente fechada),


  • Necrose do tecido adiposo,


  • Danos em estruturas mais profundas tais como nervos, vasos sanguíneos, músculos e pulmões,


  • Dor, que pode perdurar,


  • Trombose venosa profunda, complicações cardíacas e pulmonares,


  • Fios de sutura podem espontaneamente emergir na pele, tornando-se visíveis ou causar irritação que exijam sua remoção,


  • Possibilidade de novo procedimento cirúrgico.


O conteúdo descrito acima não tem como objetivo substituir a consulta médica, mas sim oferecer informações coerentes, éticas e verificáveis aos indivíduos que tenham algum interesse em Cirurgia Plástica.

Procure sempre um Cirurgião Plástico habilitado e devidamente registrado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) e no Conselho Regional de Medicina de seu Estado (CRM), com RQE (registro de especialidade). 


Bibliografia:

1- Mélega JM. Mélega - Cirurgia Plástica Fundamentos e Arte - Volume: Cirurgia Estética. Capítulos 42-43. Páginas 609-628. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, Brasil, 2003.

2- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Abdominoplastia. Disponível em URL: https://www.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/contorno-corporal/abdomen/

 Acesso em 19/01/26.

3- American Society of Plastic Surgeons. Tummy Tuck (Abdominoplasty). Disponível em URL: http://www.plasticsurgery.org/cosmetic-procedures/tummy-tuck


 
 
 

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