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Rinoplastia

  • drvhsa
  • 21 de jan.
  • 3 min de leitura

Rinoplastia é a cirurgia plástica do nariz. O tratamento cirúrgico do nariz pode envolver tanto aspectos estéticos quanto funcionais.


O nariz é dividido, de forma simplificada, em três regiões:

  • Ossos nasais (dorso ósseo)

  • Cartilagens septal e septais laterais - antigas triangulares e quadrangular (dorso cartilaginoso)

  • Cartilagens alares (ponta nasal)

Rinoplastia - Anatomia Descritiva
Figura Rinoplastia - Anatomia Descritiva

Do ponto de vista estético podemos abordar e tratar as seguintes queixas dos pacientes:

  • Giba óssea (aumento do dorso ósseo)

  • Giba Ósseo-cartilaginosa (aumento da porção óssea e cartilaginosa)

  • Alteração de ponta nasal (ponta globosa, caída, etc)

  • Correção do ângulo columelo-labial (ângulo entre nariz e lábio superior)

  • Aumento do dorso nasal com o uso de implantes ou cartilagem (pacientes geralmente orientais e negros que possuem o dorso nasal selado - mais baixo)


Se o paciente apresentar alguma queixa funcional (dificuldade de respirar, desvio septal, etc), pode ser avaliado pelo Otorrinolaringologista e discutida a necessidade de cirurgia conjunta: estética e corretiva.


A cirurgia de rinoplastia está indicada para pacientes que tenham alguma das queixas acima e que o Cirurgião Plástico considere possível a execução do procedimento, levando em consideração a expectativa do paciente e a harmonia do nariz com o formato do rosto.


A cirurgia pode ser realizada de forma fechada, com uma incisão (corte) na região interna do nariz ou, em alguns casos, também de forma aberta, incisando a columela.

Rinoplastia fechada (sem incisão na columela)
Figura acima: Rinoplastia fechada (sem incisão na columela)
Figura acima: Rinoplastia aberta (com incisão na columela)
Figura acima: Rinoplastia aberta (com incisão na columela)

A cirurgia mais frequente em nosso meio é a rinoplastia redutora, em que reduzimos as estruturas mostradas acima de forma a promover um reposicionamento dos tecidos promovendo afinamento de ponta nasal, mudança do aspecto de perfil do nariz, etc. 

Todos os detalhes e expectativas devem ser discutidos com os pacientes, inclusive a possibilidade de uso de fragmentos de cartilagem como enxertos, visando atingir os objetivos traçados. Essas cartilagens “esculpidas” podem ter origem no septo nasal, cartilagem auricular (da orelha) ou até mesmo cartilagem costa (retirada de fragmento da costela).


O uso de cartilagens não é isento de riscos e deve ser visto com muita cautela, apenas para indicações específicas. Todo enxerto tem o risco de não cicatrizar adequadamente no local (perda do enxerto) e ainda evoluir com alterações cicatriciais como calcificação e alterações de formato (entortar).


A enxertia de cartilagens não é a maravilha descrita na internet, mas pode ajudar a atingir os resultados esperados pelos pacientes, em casos selecionados. Toda promessa de resultado é eticamente errada. Não temos controle sobre 100% da cicatrização. 


Os principais riscos da rinoplastia são:

  • Ruptura de pequenos vasos no nariz

  • Assimetria do nariz ou septo.

  • Cicatrizes desfavoráveis.

  • Sangramento (hematoma).

  • Infecção.

  • Riscos anestésicos.

  • Dormência ou demais alterações de sensibilidade na pele.

  • Despigmentação da pele. 

  • Inchaço (edema) prolongado, especialmente da ponta nasal.

  • Podem ocorrer alterações na via aérea nasal após a rinoplastia e a septoplastia, podendo interferir na passagem normal de ar pelo nariz

  • Perfuração do septo nasal (um orifício no septo nasal) pode ocorrer. No entanto, não é comum o tratamento cirúrgico para reparar o septo. Em alguns casos, pode ser impossível corrigir esta complicação.

  • Dor, que pode perdurar.

  • Complicações cardíacas e pulmonares.

  • Fios de suturas podem espontaneamente emergir na pele, tornando-se visíveis ou produzir irritação que exijam sua remoção

  • Possibilidade de novo procedimento cirúrgico.


A avaliação pré-operatória com exame físico, exames laboratoriais e avaliações de outras especialidades médicas quando necessário (Otorrinolaringologista e Cardiologista, por exemplo) são primordiais na realização de um procedimento seguro.


A conscientização do paciente sobre as assimetrias nasais, também é imprescindível.

Veja também as orientações pós-operatórias. 


Todos os riscos e benefícios devem ser discutidos com seu médico antes da decisão pela realização da cirurgia.


O conteúdo descrito acima não tem como objetivo substituir a consulta médica, mas sim oferecer informações coerentes, éticas e verificáveis aos indivíduos que tenham algum interesse em Cirurgia Plástica.


Procure sempre um Cirurgião Plástico habilitado e devidamente registrado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) e no Conselho Regional de Medicina de seu Estado (CRM), com seu respectivo registro de especialidade (RQE).  

 

Bibliografia:

1- Mélega JM. Mélega - Cirurgia Plástica Fundamentos e Arte - Volume: Cirurgia Estética. Capítulos 21-30.Páginas 237-432. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, Brasil, 2003.

2- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Rinoplastia. Disponível em URL: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/face/cirurgia-de-nariz/

Acesso em 19/01/26.

3- American Society of Plastic Surgeons. Nose Surgery. Disponível em URL: https://www.plasticsurgery.org/cosmetic-procedures/rhinoplasty

Acesso em 19/01/26.



 
 
 

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