Gluteoplastia (aumento do bumbum)
- drvhsa
- 21 de jan.
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A cirurgia plástica de aumento dos glúteos é conhecida como gluteoplastia. Podem ser realizadas através da lipoenxertia (colocação de gordura), com a inclusão de implantes glúteos de silicone (conhecidos popularmente como próteses), ou ainda com a rotação de retalhos locais em casos específicos.
Na Lipoenxertia, utilizamos a gordura do próprio paciente, removida de outra parte do corpo através da lipoaspiração. Essa gordura é então separada e injetada com o objetivo de aumentar o volume dos glúteos. A gordura injetada geralmente tem um percentual de absorção, que varia muito nos trabalhos científicos.
Na inclusão de implantes glúteos de silicone, inserimos os implantes entre as fibras musculares do músculo glúteo máximo para promover o aumento da região. Apesar do aumentos com implantes ser mais previsível, os riscos de complicações, incluindo infecção, hematoma e até perda dos implantes, é maior.
A incisão (corte) para colocação do implante pode ser realizada no sulco interglúteo.
A paciente geralmente sai do centro cirúrgico utilizando uma malha elástica compressiva.
A colocação do implante (mesmo entre as fibras do músculo) levará a formação de um tecido cicatricial ao seu redor, que chamamos de cápsula. Essa cápsula segue sendo estimulada pelo implante ao longo dos anos e pode se tornar espessada (contratura capsular), levando a uma deformidade do glúteo e até causar dor. Quando isso ocorre, denominamos de contratura capsular e indicamos a troca dos implantes. Não são todas as pacientes que evoluem dessa forma, mas as pacientes devem ser orientadas sobre essa possibilidade. A contratura capsular pode acontecer precocemente ou mesmo nunca ocorrer.
Pode ser necessário o uso de dreno. O paciente recebe alta hospitalar com a malha elástica e deve sempre seguir as orientações pós-operatórias fornecidas pelo seu cirurgião.
As principais complicações relacionadas ao procedimento são:
Cicatrizes desfavoráveis,
Sangramento (hematoma),
Infecção,
Acúmulo de líquido (seroma),
Riscos anestésicos,
Alterações de cicatrização,
Necrose da pele
Dormência ou demais alterações de sensibilidade da pele,
Assimetrias,
Despigmentação da pele e/ou inchaço prolongado,
Necrose do tecido adiposo,
Danos em estruturas mais profundas tais como nervos, vasos sanguíneos, músculos e pulmões,
Dor, que pode perdurar,
Trombose venosa profunda, complicações cardíacas e pulmonares,
Fios de sutura podem espontaneamente emergir na pele, tornando-se visíveis ou causar irritação que exijam sua remoção,
A avaliação pré-operatória com exame físico, exames laboratoriais e avaliações de outras especialidades médicas quando necessário (Cardiologista, por exemplo) são primordiais na realização de um procedimento seguro.
A conscientização do paciente sobre as assimetrias corporais, também é imprescindível.
Veja também as orientações pós-operatórias.
Todos os riscos e benefícios devem ser discutidos com seu médico antes da decisão pela realização da cirurgia.
O conteúdo descrito acima não tem como objetivo substituir a consulta médica, mas sim oferecer informações coerentes, éticas e verificáveis aos indivíduos que tenham algum interesse em Cirurgia Plástica.
Procure sempre um Cirurgião Plástico habilitado e devidamente registrado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) e no Conselho Regional de Medicina de seu Estado (CRM), com o respectivo registro de especialidade (RQE).
Bibliografia:
1- Mélega JM. Mélega - Cirurgia Plástica Fundamentos e Arte - Volume: Cirurgia Estética. Capítulos 51-52. Páginas 739-765. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, Brasil, 2003.
2- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Contorno Corporal. Disponível em URL: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/contorno-corporal/contorno-corporal/
Acesso em 19/01/26.
3- American Society of Plastic Surgeons. Body Lift. Disponível em URL: http://www.plasticsurgery.org/cosmetic-procedures/body-lift
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