Lifting Facial
- drvhsa
- 21 de jan.
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A cirurgia de lifting facial também é conhecida por ritidoplastia (cirurgia das rugas da face). Tem como objetivo reposicionar os tecidos da face em pacientes que se queixam dos efeitos do envelhecimento e suas consequências para a face.
Os principais fatores que sugerem o processo de envelhecimento na face são: a perda de definição do contorno mandibular (conhecida como ptose mandibular - aspecto de "bulldog"), exacerbação (aumento/marcação) dos sulcos nasogeniano ("bigode chinês") e labiomentoniano (sulco do "ventríloco" - linha que vai do lábio até o queixo), perda de volume da região malar e geniana (bochecha), flacidez da pele do pescoço, acúmulo de gordura no pescoço, fotoenvelhecimento da pele com manchas e rugas.
O procedimento cirúrgico envolve uma incisão (corte - figura) anterior à orelha, que contorna a mesma e se estende até o couro cabeludo, atrás da orelha (geralmente evitamos de realizar a retirada da costeleta). O objetivo principal do procedimento é reposicionar os tecidos da face, tanto externamente - pele e gordura, quanto internamente - musculatura (SMAS e platisma), remover esse excesso de pele, em busca de uma melhora dos contornos da mandíbula de maneira natural.

A realização de lipoenxertia da face pode repor o volume perdido com o envelhecimento, melhorando ainda mais o resultado, especialmente nas regiões: malar, mandibular, labial e temporal. Pode ser realizada no mesmo procedimento, tendo em vista que a lipoaspiração do pescoço permite a obtenção da gordura necessária, podendo fazer parte da rotina de alguns cirurgiões no mini-lifting.
As principais complicações relacionadas ao procedimento são:
Cicatrizes desfavoráveis,
Sangramento (hematoma),
Acúmulo de líquido (seroma),
Riscos anestésicos,
Alterações de cicatrização,
Necrose da pele
Dormência ou demais alterações de sensibilidade da pele,
Assimetrias,
Despigmentação da pele e/ou inchaço prolongado,
Perda corrigível de cabelo no local das incisões,
Necrose do tecido adiposo,
Danos em estruturas mais profundas tais como nervos, vasos sanguíneos, músculos e pulmões,
Dor, que pode perdurar,
Trombose venosa profunda, complicações cardíacas e pulmonares,
Fios de sutura podem espontaneamente emergir na pele, tornando-se visíveis ou causar irritação que exijam sua remoção,
Possibilidade de novo procedimento cirúrgico.
Pode ser necessário o uso de dreno. O paciente recebe alta hospitalar com um curativo de enfaixamento da face em formato de "capacete" e deve sempre seguir as orientações pós-operatórias fornecidas pelo seu cirurgião.
A avaliação pré-operatória com exame físico, exames laboratoriais e avaliações de outras especialidades médicas quando necessário (Cardiologista, por exemplo) são primordiais na realização de um procedimento seguro.
A conscientização do paciente sobre as assimetrias da face, também é imprescindível.
Veja também as orientações pós-operatórias.
Todos os riscos e benefícios devem ser discutidos com seu médico antes da decisão pela realização da cirurgia.
O conteúdo descrito acima não tem como objetivo substituir a consulta médica, mas sim oferecer informações coerentes, éticas e verificáveis aos indivíduos que tenham algum interesse em Cirurgia Plástica.
Procure sempre um Cirurgião Plástico habilitado e devidamente registrado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) e no Conselho Regional de Medicina de seu Estado (CRM), com o respectivo registro da especialidade (RQE).
Bibliografia:
1- Mélega JM. Mélega - Cirurgia Plástica Fundamentos e Arte - Volume: Cirurgia Estética. Capítulos 1-9. Páginas 1-104. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, Brasil, 2003.
2- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Lifting Facial. Disponível em URL: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/face/lifting-facial
Acesso em 19/01/26.
3- American Society of Plastic Surgeons. FaceLift. Disponível em URL: http://www.plasticsurgery.org/cosmetic-procedures/facelift
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