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Mamoplastia de Aumento

  • drvhsa
  • 21 de jan.
  • 3 min de leitura

A mamoplastia de aumento (popularmente conhecida como "prótese de mama") é a cirurgia de inclusão do implante mamário de silicone, com o objetivo de aumentar o volume das mamas. Atualmente é uma das cirurgias estéticas mais realizadas no mundo.


O implante mamário é composto por um gel de silicone coesivo de uso humano recoberto por camadas de silicone microtexturizadas, que podem variar de espessura, texturização e forma, de acordo com o fabricante escolhido. Os implantes mais utilizados em estética são os redondos. Temos ainda os anatômicos (usados maia para reconstrução mamária) e em gota (utilizados para casos específicos).


A incisão (corte) para colocação do implante pode ser realizada no sulco inframamário (dobra que a mama faz com o tórax), na axila ou na aréola (periareolar) - figura abaixo.


Mamoplastia de Aumento
imagem de referência

A inclusão do implante mamário pode ser feito subglandular (abaixo da glândula mamária) ou submuscular (abaixo do músculo peitoral maior) - figura abaixo.


Mamoplastia de Aumento
imagem de referência

A escolha tanto da incisão quanto da posição do implante devem ser discutidas com o cirurgião. A incisão mais realizada é a do sulco inframamário. São consideradas indicações relativas à colocação do implante submuscular: história de câncer de mama na família e pouco tecido para cobertura do implante.


A colocação do implante (tanto abaixo da glândula quanto do músculo) levará  a formação de um tecido cicatricial ao seu redor, que chamamos de cápsula. Essa cápsula segue sendo estimulada pelo implante ao longo dos anos e pode se tornar espessa, levando a uma deformidade da mama e até causar dor. Quando isso ocorre, chamamos de contratura capsular e indicamos a troca do implante, com retirada da cápsula parcial ou totalmente. Não são todas as pacientes que evoluem dessa forma, mas as pacientes devem ser orientadas sobre essa possibilidade. A contratura capsular pode acontecer precocemente ou mesmo nunca ocorrer.


A escolha do volume do implante costuma ser algo que aflige as pacientes e deve ser tratado de maneira individualizada. Os fatores mais importantes nessa decisão são: tamanho da base mamária possível para a paciente (avaliação das medidas do tórax), possibilidade de cobertura cutânea ("pele" suficiente) e desejo de aspecto natural (formato de “pêra”) ou redondo (colo marcado) no pós-operatório. Portanto, o cirurgião deve tentar resolver essa equação complexa e sugerir o volume ideal para cada paciente, baseado também em sua experiência.


As principais indicações para a necessidade de troca dos implantes mamários são: Contratura capsular e ruptura dos implantes. Atualmente, essa necessidade de troca tem se mostrado cada vez mais rara, devido à melhora de qualidade dos implantes mamários.


Pode ser necessária a utilização de dreno no pós-operatório.

A paciente geralmente sai do centro cirúrgico utilizando uma malha elástica compressiva (sutiã cirúrgico). 


As possíveis complicações e riscos do procedimento cirúrgico são:

  • Cicatrizes desfavoráveis,

  • Sangramento (hematoma),

  • Infecção,

  • Má cicatrização das incisões,

  • Alterações de sensibilidade da mama ou do mamilo, de forma temporária ou permanente,

  • Contratura capsular,

  • Ruptura do implante,

  • Enrugamento da pele sobre o implante,


  • Riscos anestésicos,

  • Acúmulo de líquido (seroma),

  • Dor, que pode perdurar,

  • Trombose venosa profunda, complicações cardíacas e pulmonares,

  • Possibilidade de novo procedimento cirúrgico.


Os implantes mamários não prejudicam a mama, nem aumentam o risco de câncer. Pesquisas científicas realizadas por grupos independentes não relataram nenhuma relação comprovada entre implantes mamários e doenças autoimunes e sistêmicas.

A avaliação pré-operatória com exame físico, exames laboratoriais e avaliações de outras especialidades médicas quando necessário (Mastologista e Cardiologista, por exemplo) são primordiais na realização de um procedimento seguro.


A conscientização do paciente sobre as assimetrias mamárias, torácicas e de altura dos ombros também é imprescindível.


Veja também as orientações pós-operatórias. 


Todos os riscos e benefícios devem ser discutidos com seu médico antes da decisão pela realização da cirurgia.


O conteúdo descrito acima não tem como objetivo substituir a consulta médica, mas sim oferecer informações coerentes, éticas e verificáveis aos indivíduos que tenham algum interesse em Cirurgia Plástica.


Procure sempre um Cirurgião Plástico habilitado e devidamente registrado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) e no Conselho Regional de Medicina de seu Estado (CRM), com seu respectivo registro de especialidade (RQE).  


Bibliografia:

1- Mélega JM. Mélega - Cirurgia Plástica Fundamentos e Arte - Volume: Cirurgia Estética. Capítulos 31-41. Páginas 435-608. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, Brasil, 2003.

2- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Mamoplastia de Aumento. Disponível em URL: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/mama/

 Acesso em 14/01/26.

3- American Society of Plastic Surgeons. Breast Augmentation. Disponível em URL: https://www.plasticsurgery.org/cosmetic-procedures/breast-augmentation


 
 
 

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