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Otoplastia

  • drvhsa
  • 21 de jan.
  • 2 min de leitura

A cirurgia plástica da orelha é conhecida como otoplastia. Esse procedimento tem como objetivo reposicionar a cartilagem auricular de pacientes que apresentem orelhas em abano. As deformidades auriculares mais comuns são a hipertrofia da concha da orelha (projeta a orelha para a frente), o apagamento da anti-hélice e/ou da hélice (passa a impressão de apagamento das estruturas e consequente sensação de aumento do tamanho da orelha) - figuras abaixo.


Otoplastia
referência de imagem

A correção dessas alterações pode ser feita a partir do término do crescimento da cartilagem auricular, que varia de acordo entre cinco e sete anos de idade, dependendo da referência. 


Durante a avaliação pré-operatória, é importante identificar quais os tipos de alterações presentes e conscientização de paciente e familiares sobre as assimetrias entre as orelhas. Além disso, discute-se a necessidade do procedimento e o nível de incômodo do paciente com o quadro clínico. A autorização dos pais por escrito, em consentimento informado, é obrigatória, como em todo procedimento em pacientes menores de idade. 

O paciente sai do centro cirúrgico com curativo em capacete (algodão hidrófilo e enfaixamento) e deve sempre seguir as orientações do cirurgião no pós-operatório. Após a retirada do curativo inicial, geralmente mantém-se uma faixa elástica por volta de dois meses para evitar traumas diretos que podem prejudicar os resultados do procedimento.


As principais complicações relacionadas ao procedimento são:

  • Cicatrizes desfavoráveis,


  • Sangramento (hematoma),


  • Infecção,


  • Riscos anestésicos,

  • Necrose da pele,


  • Dormência ou demais alterações de sensibilidade da pele,


  • Despigmentação da pele e/ou inchaço prolongado,


  • Assimetria,


  • Deiscência (reabertura de uma ferida previamente fechada),


  • Dor, que pode perdurar,


  • Trombose venosa profunda, complicações cardíacas e pulmonares,


  • Fios de sutura podem espontaneamente emergir na pele, tornando-se visíveis ou causar irritação que exijam sua remoção,


  • Possibilidade de novo procedimento cirúrgico.


A avaliação pré-operatória com exame físico, exames laboratoriais e avaliações de outras especialidades médicas quando necessário (Cardiologista, por exemplo) são primordiais na realização de um procedimento seguro.


A conscientização do paciente e familiares sobre as assimetrias corporais, também é imprescindível.


Veja também as orientações pós-operatórias.


Todos os riscos e benefícios devem ser discutidos com seu médico antes da decisão pela realização da cirurgia.


O conteúdo descrito acima não tem como objetivo substituir a consulta médica, mas sim oferecer informações coerentes, éticas e verificáveis aos indivíduos que tenham algum interesse em Cirurgia Plástica.


Procure sempre um Cirurgião Plástico habilitado e devidamente registrado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) e no Conselho Regional de Medicina de seu Estado (CRM), com seu respectivo registro de especialidade (RQE).  


Bibliografia:

1- Mélega JM. Mélega - Cirurgia Plástica Fundamentos e Arte - Volume: Cirurgia Estética. Capítulos 19. Páginas 271-279. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, Brasil, 2003.

2- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Otoplastia. Disponível em URL: https://www.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/face/cirurgia-de-orelha/

Acesso em 15/01/26.

3- American Society of Plastic Surgeons. Ear Surgery.  Disponível em URL: http://www.plasticsurgery.org/cosmetic-procedures/ear-surgery 


 
 
 

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