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Plástica do Pescoço (Cervicoplastia)

  • drvhsa
  • 21 de jan.
  • 2 min de leitura

Plástica do Pescoço (Cervicoplastia)
imagem de referência

O tratamento cirúrgico do pescoço é denominado cervicoplastia. Esse procedimento pode envolver desde a lipoaspiração cervical, a plicatura do músculo platisma (reposicionamento do músculo do pescoço), até a retirada do excesso de pele da região.


Essa cirurgia geralmente está associada à ritidoplastia (lifting facial / mini-lifting), mas pode ser realizada separadamente, em casos específicos. Geralmente são pacientes que têm como queixa principal uma dermolipodistrofia do pescoço (excedente de pele e gordura nessa região, popularmente conhecida como “papada”).


Nos casos de lipoaspiração, a cirurgia pode envolver pequenas incisões (cortes) próximas ao lóbulo das orelhas e abaixo do mento (queixo), até incisões retroauriculares (atrás da orelha) e submentonianas (queixo) em casos de ressecção do excesso de pele e tratamento do músculo platisma, respectivamente.


As principais complicações relacionadas ao procedimento são:

  • Cicatrizes desfavoráveis,

  • Sangramento (hematoma),

  • Acúmulo de líquido (seroma),

  • Riscos anestésicos,

  • Alterações de cicatrização,

  • Necrose da pele

  • Dormência ou demais alterações de sensibilidade da pele,

  • Assimetrias,

  • Despigmentação da pele e/ou inchaço prolongado,

  • Perda corrigível de cabelo no local das incisões,

  • Necrose do tecido adiposo,

  • Danos em estruturas mais profundas tais como nervos, vasos sanguíneos, músculos e pulmões,

  • Dor, que pode perdurar,

  • Trombose venosa profunda, complicações cardíacas e pulmonares,

  • Fios de sutura podem espontaneamente emergir na pele, tornando-se visíveis ou causar irritação que exijam sua remoção,

  • Possibilidade de novo procedimento cirúrgico.


Pode ser necessário o uso de dreno. O paciente recebe alta hospitalar com um curativo de enfaixamento da face em formato de "capacete" e deve sempre seguir as orientações pós-operatórias fornecidas pelo seu cirurgião.


A avaliação pré-operatória com exame físico, exames laboratoriais e avaliações de outras especialidades médicas quando necessário (Cardiologista, por exemplo) são primordiais na realização de um procedimento seguro.


A conscientização do paciente sobre as assimetrias da face, também é imprescindível.


Veja também as orientações pós-operatórias.


Todos os riscos e benefícios devem ser discutidos com seu médico antes da decisão pela realização da cirurgia.


O conteúdo descrito acima não tem como objetivo substituir a consulta médica, mas sim oferecer informações coerentes, éticas e verificáveis aos indivíduos que tenham algum interesse em Cirurgia Plástica.

Procure sempre um Cirurgião Plástico habilitado e devidamente registrado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) e no Conselho Regional de Medicina de seu Estado (CRM), com devido registro da especialidade (RQE).  


Bibliografia:

1- Mélega JM. Mélega - Cirurgia Plástica Fundamentos e Arte - Volume: Cirurgia Estética. Capítulos 1-9. Páginas 1-104. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, Brasil, 2003.

2- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Lifting Facial. Disponível em URL: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/face/lifting-facial/

 Acesso em 19/01/26.

3- American Society of Plastic Surgeons. FaceLift. Disponível em URL: http://www.plasticsurgery.org/cosmetic-procedures/facelift


 
 
 

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